quinta-feira, setembro 27, 2007




Bem malta, ontem fui ver Envy e Pelican. Foi uma experiência inesquecível. Primeiro perdi-me a ir para o sítio até encontrar um freas a quem perguntei: "sabes onde fica o earthdom?" ao que ele responde: "Earthdom? Envy? Yes, Envy!Come!". Foi uma sorte... O sítio era uma cave ligeiramente menos larga do que o Porto-Rio. O concerto começou meia hora depois d hora marcada. Os Envy sobem ao palco. A audiência enchia a sala e eu fiquei quase sem espaço para me mexer. Ouvia-se uma música em piano, calma. De repente a música pára e os Envy explodem literalmente. Juro que pensei que ia morrer! Foi como uma onda de som que varreu a sala. Foi um excelente concerto com músicas penso que de todos os álbuns. Mas não foi um concerto para mim. Foi para os fãs japoneses que acompanhavam o vocalista. Houve um quase mosh nas músicas mais violentas... Há de facto uma ligação especial entre a banda e os fãs japoneses. Claramente quem domina é um dos guitarristas que marca o som e lhe dá a beleza que aprecio em Envy. O resto da banda, incluindo a voz, constrói a onda avassaladora onde esse guitarrista quase que surfa. É muito bom. Os Pelican começaram bem mas as músicas que escolheram e mesmo o som estavam muito mais pesados do que no Porto. Eles e o público perderam gás com o decorrer do concerto. Acho que o que não jogou a favor deles foi que me pareceu que a maioria das pessoas foi por Envy. No Porto estiveram muito melhor. Infelizmente durante Pelican aproximei-me mais do palco e fiquei mais perto das colunas. Quando saí do concerto não ouvia literalmente nada. Nunca tal me tinha acontecido. Passadas quase 24 horas ainda não ouço muito bem do ouvido esquerdo.
Hum... em Dezembro os Envy tocam outra vez em Tóquio... :)

4 comentários:

  1. Boas pirro, agora além de daltónico és surdo... gravaste alguma coisa?
    grande abraço

    ResponderEliminar
  2. sim senhor uma estória comovente...

    mas a malta quer mesmo é um registo audiovisual

    ResponderEliminar
  3. Pá, levei o cartão vazio e um par extra de pilhas para a máquina. Tipo, não conseguia cruzar os braços... Eu tentei mas com a mosh e não sei quê foi impossível...

    ResponderEliminar
  4. Sem fígado, com hérnia, daltónico, careca e surdo... estás a tentar garantir o teu lugar no abrigo subterrâneo?
    Estou a ver que no Japão, para além do grande prestígio, estás a aproveitar bem em termos culturais. Não podia ser de outra forma, não é, Roger?
    Abraço grande! Vai continuando a dar novidades, que nós estamos ávidos delas.

    ResponderEliminar