terça-feira, maio 10, 2011

Quem me conhece relativamente bem saberá que não sou dado a grandes saudosismos. Este meu traço de personalidade é particularmente manifesto no meu relacionamento com a música. Tento sempre manter a mente permeável aos movimentos musicais da actualidade. É com regozijo que facilmente me deparo com sons novos, frescos e excitantes que contribuem de forma decisiva para manter viva a minha inesgotável paixão pela música. Isto para dizer que raramente sentirei necessidade de ir ao fundo do meu baú de memorias. Mas como este meu primeiríssimo post assume contornos míticos e profundamente simbólicos, decido apostar num verdadeiro clássico. Antes disso, apenas referir que sou e sempre serei um rapaz das electrónicas pelo que será de esperar que as minhas postas incidam maioritariamente sobre esse universo. Todavia, de quando em vez, sentirei necessidade de fugir ligeiramente ao meu mundo e atacar outras frentes sonoras. Mas já estou a escrever em demasia e assim corro sérios riscos de ser expelido do blog logo à primeira postada! Assim, vamos lá ao que interessa: contrariando o meu blá blá inicial, este post inaugural vai direitinho para o Trosyd que, no sábado passado confessava a certa altura não conhecer muito da discografia do berlinense Uwe Zahn, mais conhecido por Arovane. Ora este moço é, quanto a mim, muitas vezes subvalorizado no universo prolífico do IDM produzido na segunda metade dos anos noventa. A verdade é que se trata de um músico brilhante que, à sua maneira, ajudou a expandir os horizontes deste género que, em abono da verdade, já sucumbiu há muito. Mas a herança deixada é muito forte e está repleta de obras-primas! O AMX de uma faixa de Múm com que vos deixo é exemplo disso mesmo! A timeless piece of superb Electronica.

5 comentários:

  1. Arovane é grande isso concordo e muito bem pescado do baú agora IDM morto?... NUNCA, se há género que por sua natureza é dificil morrer acho que é o IDM. Se pensarmos no IDM "clássico", fórmula BOC, Aphex Twin, Autechre, e derivados afins (WARPianos), pode ser que sim, mas mesmo esses arranjam formas de se reinventar! Eu sou desde há mt colado dos Idms deste mundo, se calhar é por aí o sentimentalisamo e negação de uma morte!
    Boa posta

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  2. Que lavagem, Kovas!:P

    A música tá nice.

    Mas, lamento, o IDM não existe. Tal como o pós-rock.

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  3. lol
    é o tudo q não é nada

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  4. :) Pessoalmente, nunca aceitei o IDM como um género de música electrónica; é tão-somente um termo – deveras infeliz – que a certa altura foi criado por PR Companies para fins mercantis. Prefiro a minha música isenta de selos e etiquetas. Ou então, que venha a encaixar na minha categoria predilecta: inclassificável!

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  5. isso!
    :)

    também detesto géneros e etiquetas...se bem que convenhámos que ás vezews dá jeito! De resto, uma vez no meu disco, as coisas têm a sua própria classificação e outra cena que para mim é ainda mais importante que géneros, são as editoras de proveniência, essas sim dão-me logo uma ideia do que vou encontrar!

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