sexta-feira, junho 15, 2012

Pediram-me para tecer comentários sobre o Optimus Primavera Sound. Não vou alongar-me em grandes detalhes, quanto mais não seja porque apenas marquei presença no terceiro dia do Festival. Somente dizer que o cartaz me pareceu, no cômputo geral, frouxo. Para mim, os poucos motivos de interesse recaíam sobre bandas que já tinha visto atuar ao vivo: Shellac; Spiritualized; Explosions (cancelados); Yo La Tengo. Faltou-me adicionar Codeine para o curriculum mas estava em viagem no Sul do País e não consegui regressar a tempo. Highlights do dia 3: os ótimos e inclassificáveis Gala Drop; a brilhante performance multimédia de Forest Swords, o projeto do Liverpudlian Matthew Barnes e já no caír do pano, o catalão John Talabot. Tudo o resto oscilou entre a mediania e o sofrível. A título de exemplo, haja pachorra para aturar a pop anémica e superficial dos Kings of Convenience! Um amigo adormeceu logo à segunda música. É de homem! :) Ainda assim, entendo que o balanço do Festival é deveras positivo e fico genuinamente satisfeito e até orgulhoso por ver um evento musical desta envergadura a ocorrer na minha "antiga, mui nobre, sempre leal e invicta cidade do Porto". Que venha o próximo, de preferência com um cartaz mais robusto!

4 comentários:

  1. Lol
    A respeito de KoC apesar de não ser muito a minha onda, vi um concerto deles, assim numa toada mais intimista e no exelente Theatro Circo, e gostei bastante.
    Não fui de todo a este festival, pq apesar talvez um nome ou outro que me puxasse, a trend maioritaria indie/hipster do cartaz não justificava a meu ver os preços praticados. Contudo acho também que este festival é uma mais valia para o Porto, e espero que se venha a repetir, mas desta feita com um cartaz mais mexido e com mais electrónica!

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  2. :) é isso, grande troz! exige-se um cartaz com + electronica! :)

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  3. Pah, uma coisa é um festival n ir de encontro a gostos pessoais, outra coisa é outra coisa. Eu tinha ido, para ver Atlas Sound (Não é todos os dias que se pode ver uma pessoa com Marfan syndrome ao vivo), Yann Tiersen, M83, Yo La tengo, Dirty Three e era gajo para me entreter com outros. Parece-me um festival boa onda para um festival de cidade. Tendo em conta o deserto que tínhamos há não muitos anos atrás!!! Pah, e cenas electrónicas ao al livre tem mt que se lhe diga...uma vezes funciona, outras não.

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  4. Só acho incrível escreveres todo o texto de acordo com o acordo ortográfico! :)
    Pra dizer também que gosto de KoC, não tenho qualquer opinião das outras bandas mas é sempre bom ter um "repórter" deste canto da boca no activo.

    Estamos à espera de um cartaz mais sonante, ou que seja modesto mas que se preze com as boas actuações em palco, envolventes e profundas, como todos devíamos interiorizar o espectro audível.

    (este texto nunca será escrito nessa forma estranha de escrever diferente do que aprendi (não discordarei de quem o faz))

    bem hajas

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